segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A Bandeira da Paz



Não poderia deixar de citar, e por primeiro na criação deste blog, sobre este símbolo, este que esta decorando o fundo deste blog, que esta tendo seu uso cada vez mais comum por pessoas, grupos e movimentos em diversas regiões do mundo.


Muitos já devem ter visto um adesivo, bandeira, tatuagem com este simbolo e se perguntado o que é, de onde vem e muitos até mesmo devem estar usando, mas sem saber de onde vem sua origem.




Esta é a famosa Bandeira da Paz, um simbolo usado por pessoas das mais diferentes regiões do planeta, mas que tem um mesmo objetivo, o alcance da tão buscada Paz, mas dentro de uma percepção diferente, entendendo que esta só será alcançada se ocorrer através da busca pela paz interior, pela melhora das relações consigo mesmo.



Este símbolo da tríade, que pode ser encontrado em todo o mundo, pode ter vários significados. Alguns o interpretam como o símbolo do passado, do presente e do futuro, encerrado no anel da eternidade; outros consideram que se refere à religião, ciência e arte, reunidas dentro do círculo da Cultura. Mas não importa qual seja a interpretação, o próprio símbolo é de caráter universal. O mais velho dos símbolos hindus, Chintamani, o signo da felicidade, é composto por este símbolo e podemos achá-lo no Templo do Céu, em Pequim. Aparece nos três tesouros do Tibete; no peito do Cristo, no quadro bem conhecido de Memling; na Madonna de Estrasburgo; nos Escudos dos Cruzados e nos Brazões dos Templários. Pode ser visto nas lâminas das famosas espadas caucasianas conhecidas como “Gurda”.






Aparece como um símbolo em vários sistemas filosóficos. Pode ser encontrado nas imagens de Gessar Khan e Ridgen Djapo, na “Tamga” de Timurlane e no Brasão dos Papas. Pode ser visto nos trabalhos de antigos pintores espanhóis e no de Ticiano, e no antigo ícone de São Nicolau, em Bari, e no de São Sérgio e da Santíssima Trindade.


Esta bandeira é hoje também o símbolo do Pacto de Röerich onde recebeu seu nome atual, Bandeira da Paz. 



“O Pacto Röerich e Bandeira da Paz foi criado e promulgado pelo Artista e Filósofo russo Nicholas Röerich, para a proteção dos Tesouros do Gênio Humano. 



Este tratado  propõe que as instituições educacionais, artísticas, religiosas e científicas, bem assim, todos os locais de significação cultural, sejam considerados invioláveis, e respeitados por todas as nações em tempo de guerra e paz”.



Foi primeiramente aceito por vinte e uma nações das Américas e assinado como tratado de União Cultural na Casa Branca, na presença do Presidente Franklin Delano Roosevelt, em 15 de abril de 1935, por todos os membros da União Panamericana. Mais tarde, foi igualmente assinado por outros países. Por ocasião do encerramento da assinatura, o Presidente Roosevelt proferiu a seguinte mensagem em uma transmissão internacional: "É muito apopriado que, neste dia, designado como o dia Panamericano pelos Chefes Executivos de todas as Repúblicas do Continente Americano, os Governos - membros da União Panamericana - assinassem um Tratado que marca um passo a frente na preservação das realizações culturais das Nações deste hemisfério. Abrindo este Pacto para a adesão das Nações do mundo, estamos tentando fazer uma aplicação universal de um dos princípios vitais para a preservação da civilização moderna. Este tratado possui um significado espiritual muito mais profundo do que o texto do próprio instrumento. Renovamos o nosso compromisso com estes altos princípios de cooperação internacional e auxílio que, tenho certeza, será uma grande contribuição das Américas para a civilização."






Ao observar os adeptos deste símbolo, pode-se perceber suas expressões  dentro das mais diversas vertentes religiosas, Rastafáris, Hare Krishnas, Budistas, Cristãos, adeptos da Ayahuasca entre várias outras todos na mesma busca, por caminhos diferentes. é muito comum observar pessoas adeptas a práticas dessas diferentes vertentes, os famosos universalistas ou mesmo pessoas que não expressam nenhuma. Este reflexo é fruto de um entendimento de que não importa a maneira a qual você expresse sua espiritualidade ou se você a expressa, de que indiferente da forma, da "roupa" que veste sua espiritualidade, o que importa é a melhora que isto irá trazer as suas relações, que o importante não é se você fala "Aho Metakiase",  "Hampu Pachamama", "Haux", "Naastê", "Saravá" ou o que for e se que estas expressões estejam sendo verdadeiras para si, que estejam realmente sendo faladas com amor!



No link http://roerich.org.br você pode saber mais sobre a história da bandeira, ler o tratado na íntegra e também ajudar a divulgar ainda mais este grande ideal!



Fica a dica!



Paz, luz, ação e muito Amor no coração!!







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